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Direção do Hospital Samuel Greve divulga ações realizadas nos últimos 90 dias de gestão da FundaçãoDireção do Hospital Samuel Greve divulga ações realizadas nos últimos 90 dias de gestão da Fundação

Publicado em 25/04/2018, Por Nilomar Cunha

Segundo o Presidente da Fundação de Saúde Prefeito Samuel Greve, Márcio Luiz Pereira, desde o dia 02/01/2018, data em que a nova gestão assumiu a direção da Fundação, foram realizados gratuitamente à população de Mirassol D’Oeste/MT, mais de 9.400 atendimentos, 214 internações, 53 exames de ultrassom, 158 RAIO-X, e 07 Tomografias Computadorizadas.

Outra conquista importante para a população miradolense, está sendo a realização de cirurgias eletivas e emergenciais no próprio HSG, sendo que antes os pacientes eram encaminhados para o Hospital Regional de Cáceres, ou ainda, ficar aguardando longos meses para serem realizadas.

Somente nos últimos 60 dias foram realizadas 21 cirurgias, entre elas, cesarianas, apêndice, hérnia, cirurgias ginecológicas, entre outras.

Foram pagas todas as dívidas do ano de 2017 deixadas pela gestão anterior, relativo a folha de pagamento dos funcionários, serviços médicos, insumos hospitalares, equipamentos, prestadores de serviços, aluguel do prédio onde funciona o HSG, entre outros,  totalizando aproximadamente R$ 400.000,00 (quatrocentos mil reais), dívida esta que foi assumida pelo prefeito Euclides Paixão no início de janeiro de 2018.

Hoje, a direção da Fundação está em processo de contratação para o mês de MAIO/2018, de um especialista em Pediatria para atender todos os dias crianças e recém-nascidos, no Hospital Samuel Greve, e ainda, a Fundação está trabalhando em conjunto com a Secretaria de Saúde de Mirassol D’Oeste, para que até o final deste ano, possam ser realizadas mais de 200 cirurgias eletivas no HSG.

"Estamos orgulhosos com o serviço que estamos prestando à população, que apesar de estarmos recebendo os mesmos R$ 330.000,00 (trezentos e trinta mil) reais, da prefeitura que eram repassados no exercício de 2017, ainda assim esta Fundação entendeu que era possível avançar e fazer caixa para cumprir o que determina a lei 127/13 (Lei que autoriza a criação da Fundação), cujo valor contribuirá para a garantia da manutenção e expansão das atividades do HSG," menciona Márcio.

"Não recebemos contribuições financeiras do Estado, toda receita da Fundação é advinda do contrato com o município e dos particulares que atendemos, nesse sentido queremos ressaltar o compromisso do prefeito Euclides, que apesar das dificuldades financeiras vivenciada no município, vem mantendo fielmente o repasse mensal a Fundação," continua o diretor.

"Na oportunidade vale lembrar que, neste mesmo período o Hospital recebeu algumas reclamações de usuários que possivelmente não foram bem atendidos ou não tiveram seus problemas  solucionados pela equipe médica, mas ressaltou que vai apurar os possíveis atos praticados, porém, pede paciência e compreensão por parte da população miradolense, pois o Hospital é limitado financeiramente, carente de profissionais e  equipamentos, dentre tantos outros problemas enfrentados diariamente," conclui o diretor.

Segundo apurou a reportagem, a nova gestão recebeu a Fundação com problemas dos quais precisará de tempo e de recursos financeiros para resolver, estimando assim que o valor total para regularizar todos os apontamentos, reforma do prédio, pagamento das rescisões trabalhistas e o pagamento do imóvel junto aos proprietários, soma essa que poderá chegar a casa dos R$ 5.000.000,00 (cinco milhões de reais).

Contrariamente ao que se tem veiculado, a Fundação Municipal de Saúde Prefeito Samuel Greve, é uma instituição do ponto de vista legal ainda muito frágil, pois existem apontamentos no Tribunal de Contas de Mato Grosso - TCE/MT, desde o ano de 2013, que não foram solucionados pela Fundação. Para tanto, a nova gestão mantém contato com técnicos do referido órgão, para tentar até o final deste ano, resolver todos os problemas apontados.

Outro fato importante a se destacar é que no ano de 2014, a Fundação sofreu processo de despejo por parte dos proprietários do prédio pela falta de pagamento de aluguel, tendo sido acordado entre as partes à época, o pagamento de R$ 17.000,00 (dezessete mil ) reais por mês para evitar que o despejo fosse consumado;  recurso esse que hoje faz muita falta e poderia estar sendo utilizado na contratação de médicos.

A nova gestão tenta, para que até o final do próximo mês, haja uma definição por parte da Prefeitura, dos proprietários do imóvel e do judiciário, sobre a permanência do HSG no atual prédio, pois existe uma soma considerável para o pagamento do imóvel e sua devida regularização junto aos órgãos competentes, pois é sabido que o valor depositado em juízo na época foi de apenas R$ 826.000,00 (oitocentos e vinte e seis mil reais) portanto, bem abaixo do valor de mercado atual.




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