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Mirassol D Oeste: Após reclamações de pais, diretora do Inedi explica situaçãoMirassol D Oeste: Após reclamações de pais, diretora do Inedi explica situação

Publicado em 25/01/2018, Por Assecom Nilomar Cunha

Na última terça-feira, dia 23, a secretária de educação reuniu nas dependências da Escola Municipal Inedi Fontes Castilho Queiroz, juntamente com a equipe gestora da escola e os responsáveis pelos alunos matriculados no 9º ano do Ensino Fundamental na unidade.

A escola Inedi, sempre foi referência no município, pois segundo os resultados apresentados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP),  no ano de 2015, a escola alcançou no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) o valor de 6,6 nos anos iniciais do ensino fundamental, e o valor de 5,2 nos anos finais. Estes valores são obtidos durante  a aplicação de avaliações externas. 

O Ideb foi criado em 2005 pelo Inep com o objetivo de medir a qualidade do aprendizado do ensino básico no Brasil. Essa medição é feita para três etapas da educação: anos iniciais do Ensino Fundamental, anos finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio. O Ideb é calculado com base no aprendizado dos alunos em português e matemática (Prova Brasil) e no fluxo escolar (taxa de aprovação).

A escola Inedi que tem capacidade para comportar 550 alunos, atualmente encontra-se com 640 alunos matriculados, sendo que em algumas salas estão superlotadas chegando a mais de 30 alunos, quando deveriam comportar em média 25 alunos.

As salas que antes eram utilizadas como laboratório de informática e sala de leitura foram transformadas em sala de aula para acomodar os alunos que foram superlotando os espaços daquela unidade.

Quanto à escola “ela deve oferecer as condições materiais, físicas, pedagógicas e humanas para criar um ambiente propício à aprendizagem” (GADOTI, 2013).

Quando se perde as condições básicas para atender os alunos como estrutura física adequada para determinado número de alunos, entre outros quesitos, perde-se o ambiente propício para uma aprendizagem de qualidade.

Diante da atual situação a secretária de educação, a Srª Maria de Lourdes e a gestão escolar da unidade, reuniram-se com  o promotor do município repassando os problemas encontrados, diante da inviabilidade da escola atender todos os alunos que se encontram na matriculados para cursar o ano letivo de 2018, onde foi orientado que a escola reunisse com seu Conselho Deliberativo Escolar (CDCE), para tomar as providências cabíveis. 

Após a reunião com o CDCE, que é composto por representantes da unidade escolar, incluindo gestão escolar, professor e responsável por aluno, a escola convidou a comunidade escolar comunicando as condições e os problemas encontrados. A alternativa apresentada pelo CDCE, seria o redirecionamento de 37 alunos do 9º ano, para outras escolas de Mirassol D'Oeste que ofertassem vagas. Por fazerem parte do final do 3º Ciclo e ser obrigatoriedade do ensino municipal garantir as vagas dos alunos do ensino infantil, infelizmente as medidas para o momento e de acordo com as situações em que a escola se encontra, seria essa.

A secretária de educação comunicou aos presentes que a escola está por tempo indeterminado impossibilitada de realizar "novas matrículas", apenas "rematriculando" aqueles alunos que estudaram no ano anterior na unidade, exceto o caso dos alunos do 9º ano, devido a toda problemática apresentada.

A diretora da unidade, a Srª Vilma Pereira Gonçalves, 27 anos na rede pública como professora, recém empossada para o biênio 2018/2019, disse que a intenção não é achar culpados, mas sim "resolver um problema".

Informou que 37 alunos tiveram que deixar de estudar naquela escola, pela preferência nas vagas ao que estão entrando na vida escolar, e que todas essas questões são de responsabilidade do Conselho Deliberativo e Fiscal, que por unanimidade, aprovaram esse remanejamento, dizendo que ao Ministério Público fora dado ciência.

A professora e supervisora pedagógica na unidade a Srª Cleusa da Silva Xavier, uma das Coordenadoras, disse que na reunião ficou decidido que uma equipe verificará quais escolas ainda possuem vagas, para assim matricular os alunos que ainda estão sem estudar desse remanejamento. Ela reforça que de início foram disponibilizadas vagas na 12 de Outubro, Irene Ortega, Padre Anchieta e BCC, sendo essa última disponibilizado uma sala inteira para esses alunos, dentro do número padrão.

Também estiveram presentes a Assessora Pedagógica da rede estadual de ensino, a Srª Vandilma e a diretora da escola Anchieta, a Srª Cristina, para ofertarem vagas nas escolas da rede estadual e acolherem aos alunos remanescentes.

Durante a estada naquela escola, uma mãe que não quis se identificar, questionou a decisão de como foi tomada, “primeiro vocês expulsam e depois avisam”, disse.

Em resposta a diretora Vilma disse que essa ação não foi unilateral e, sim, decisão de um Conselho, eleito por membros da Comunidade, com todo amparo legal.

A secretaria de Educação se coloca à disposição para esclarecimento de dúvidas aos munícipes referente ao caso da escola Inedi e a outros que tratam da educação do município. A demanda para melhorar a qualidade do ensino no município é grande, mas aos poucos vamos enfrentar cada situação e procurar a resolução dos problemas para avançar com a educação do município.




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