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Seminários pela região definirão medidas para eleboração de um pacto em defesa das cabeceiras do Pantanal Seminários pela região definirão medidas para eleboração de um pacto em defesa das cabeceiras do Pantanal

Publicado em 19/08/2013, Por Assessoria de Imprensa Messias Sobrinho

Representantes dos Municípios, da Sociedade Civil organizada e dos Usuários da Água, reuniram-se, nesta quinta-feira, dia 22, no auditório da Escola Estadual “Benedito Cesário da Cruz” em Mirassol D’oeste as 13:30 Hrs para divulgação do Movimento “Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal – Uma Aliança para o Desenvolvimento Sustentável da Região”. O objetivo de divulgar o “Pacto”, oportunizando a todas as pessoas e organizações local, em aderirem à idéia de produzir de forma voluntária, ações pró-ativas de conservação e proteção das águas. Em reunião foi proposto um calendário preliminar para a realização dos seminários: Começando no dia 06 de agosto em Salto do Céu e terminando no dia 22 de agosto em Mirassol D'Oeste. ENTENDA O PACTO O movimento surgiu motivado pelas ameaças que afetam a integridade ecológica do Pantanal. O estudo: “Análise de Risco Ecológico da Bacia do Rio Paraguai” divulgada em fevereiro de 2012 , identificou áreas de risco ecológico da bacia, mapeando-se no total, três classes de risco: alto, médio e baixo. O mapa de risco consolidado aponta que 14% da bacia classifica-se como alto risco, principalmente na região do planalto onde estão as cabeceiras dos rios que alimentam a planície do Pantanal. E mais, no estudo, concluiu-se que as porções altas dos rios Paraguai, Sepotuba, Jauru e Cabaçal fornecem quase 30% das águas que mantém o pulso de inundação da planície pantaneira, no estado do Mato Grosso. Região identificada como a “caixa d’água” do Pantanal. O estudo também identificou que há na região várias áreas sob alto risco que requerem ações de preservação e recuperação urgentes. O arco das cabeceiras do Pantanal é, portanto, uma área crítica de preservação dado o nível de degradação dos solos e a sua importância hidrológica. Os resultados do estudo deram motivos para a aprovação de uma Moção em defesa das nascentes que formam as cabeceiras do pantanal, durante a realização do XIV Encontro Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas, realizado em Cuiabá em novembro de 2012. A primeira ação provocada pela “Moção” foi a realização do Seminário em Defesa das Cabeceiras do Pantanal, realizado em Cáceres no mês de abril, marcando o inicio da construção de um pacto envolvendo diferentes segmentos para proteger as nascentes do Pantanal. O “pacto” é um compromisso formal formulado pela sociedade civil, setor privado (reconhecidos como usuários pela lei da águas) e poder público, para promover o desenvolvimento sustentável da região por meio da formação de parcerias e a gestão compartilhada de ações e atividades. Construídos de forma consensual e participativa, o objetivo do Pacto das águas é instrumentalizar a região, sua esfera pública, setor privado e a sociedade civil, com uma visão estratégica sobre a situação da região e da gestão dos recursos hídricos com o propósito de garantir água em quantidade, qualidade e regularidade para a atual e as futuras gerações e o funcionamento do ecossistema pantaneiro. A área de abrangência do Pacto são os 25 municípios da bacia do Rio Paraguai, de sua nascente até a foz do Rio Jauru: Alto Paraguai, Araputanga, Arenápolis, Barra do Bugres, Cáceres, Curvelândia, Denise, Diamantino, Figueirópolis D´Oeste, Glória D´Oeste, Indiavaí, Jauru, Lambari D’Oeste, Mirassol D’Oeste, Nova Marilândia, Nova Olímpia, Nortelândia, Porto Estrela, Rio Branco, Salto do Céu, Santo Afonso, Reserva do Cabaçal, Porto Esperidião, São José dos Quatro Marcos e Tangará da Serra. A participação no movimento é livre a todos os interessados em contribuir e colaborar com a construção do pacto, que poderão confirmar a participação no seminário pelo e-mail nascentesdopantanal@gmail.com




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