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Bemisa consegue licença para retomar exploração de jazida de minérios na serra do Caeté em MirassolBemisa consegue licença para retomar exploração de jazida de minérios na serra do Caeté em Mirassol

Publicado em 26/09/2013, Por Assessoria de Imprensa

Atendendo pedido do prefeito de Mirassol D´Oeste, Elias Leal (PSD), o deputado federal, Eliene Lima (PSD), líder bancada federal de Mato Grosso no Congresso Nacional e membro titular da Comissão de Minas e Energia na Câmara dos Deputados, conseguiu essa semana junto ao DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral), em Brasília, a liberação da licença para que o Grupo Bemisa necessitava. O prefeito Elias Leal fez questão de destacar a ação do deputado Eliene Lima, “sem a qual o processo de retomada dos trabalhos de exploração da jazida que estavam paralisados há meses poderiam sofrer mais atraso e gerar insegurança, principalmente no seio da sociedade local e regional”. O prefeito informou que a Bemisa já comunicada sobre a liberação da licença pelo DNPM por ele e pelo deputado Eliene Lima e que acredita que a partir de agora os trabalhos serão retomados pela empresa, que há mais de um ano instalou base nesta cidade. A descoberta do depósito de minerais, em setembro do ano de 2011, teve repercussão nacional por ser uma jazida maior que a Carajás (PA). O minério de ferro e o fosfato estão depositados um sobre o outro nos locais onde foram encontrados. Na época, o geólogo Gercino da Silva, da Sicme (Secretaria de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia), afirmou que as camadas intercaladas de minério de ferro e de fosfato são uma novidade na literatura em que pesquisa. A descoberta do geólogo se deu em 2007, quando realizava sua pesquisa de mestrado na Serra do Caeté, região onde foi comprovada a presença de minério de ferro e fosfato. O depósito, somente para produção de grãos significará uma economia de R$ 400 milhões por ano, além dos ganhos provenientes da exploração e exportação dos minerais. Ao todo foram identificadas 427 milhões de toneladas de fosfato e mais 11,5 bilhões de toneladas de ferro, com um teor de 41% de concentração. O volume é 4 vezes superior ao existente na serra dos Carajás (PA). O fosfato e o ferro foram identificados em uma montanha de 52 metros de altura, em média, e 19 quilômetros de comprimento, sendo formada por camadas de rocha de fosfato e de ferro, intercaladamente. O presidente reeleito da Federação mato-grossense de Agricultura e Pecuária (Famato), Rui Prado, ressalta as economias que poderão trazer à produção agrícola e pecuária no Estado. "Se isso tivesse sido explorado antes, teria evitado o endividamento de muitos produtores por conta dos custos de produção". Anualmente são consumidas 610 mil toneladas de fosfato, sendo sua totalidade importada dos Estados de São Paulo, Paraná e de Israel, para a produção de 8 bilhões de toneladas de grãos. Para a pecuária, o mineral poderia ser utilizado para a recuperação de cerca de 9 milhões de hectares de pastagem degradada, acarretando em uma produção ambientalmente correta e uma produtividade bovina maior. Quanto ao teor de concentração, de 41%, ele é menor do que a do ferro explorado em Carajás, que é em torno de 60% de concentração. Mas, segundo o geólogo Waldemar Abreu, hoje em dia há exploração de ferro com teores de até 30% em todo o mundo, e que isso torna a exploração possível e rentável. Entre os benefícios que a Mirassol D´Oeste e região poderão receber, está o percentual que os municípios recebem em royalties (2% do faturamento líquido sobre o preço do minério). Desse percentual, 65% da arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) fica com o município, 23% para o Estado e 12% para a União. Em relação a empregos, já está gerando oferta para mão-de-obra local, inclusive para profissionais da geologia. Desde que foi anunciada a descoberta do depósito mineral encontrado em Mirassol D’Oeste, as especulações tem gerado aumento nos valores de imóveis e nos aluguéis. “Precisamos preparar Mirassol D´Oeste para a exploração do minério, diz o prefeito Elias Leal, que recentemente em Brasília participou do II Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável Organizado, promovido pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP). O prefeito se reuniu com diretores do Departamento de Desenvolvimento Sustentável na Mineração (DDSM), Edson Farias de Mello e do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Rinaldo César Mancin. Elias Leal lembra que na ocasião os prefeitos de municípios ricos em reservas de minérios foram orientados a debater o tema com a sociedade, tendo em vista que as receitas oriundas da exploração mineral deverão ser aplicadas em projetos, que direta ou indiretamente revertam em prol da comunidade local, na forma de melhoria da infraestrutura, da qualidade ambiental, da saúde e educação. “Vamos já fomentar essa discussão, envolvendo não só toda sociedade, mas também os nossos representantes políticos nas esferas estadual e federal e a empresa mineradora GME4 que possui os direitos de prospecção do local onde foram descobertos os dois depósitos de minérios – ferro e fosfato -, em nosso município”, anunciou ele. “Sabemos que a mineração é um processo de longo prazo, mas já avançamos muito, e nossa responsabilidade nos leva a debater o futuro econômico com este novo incremento na nossa economia”, observou o prefeito. “O que depender do nosso governo não haverá mais entrave para que a empresa Bemisa Brasil Exploração Mineral, que integra o Grupo GM4, possa o mais rápido possível iniciar de fato o processo de exploração da jazida”, afirma o prefeito de Mirassol. Por outro lado, ele sabe que a logística para o desenvolvimento da mineração no Estado pode ser um desafio ao escoamento da produção mineral. Por isso, ele pretende acionar novamente o deputado federal Eliene Lima e a bancada de deputados estaduais desta região Oeste na Assembléia Legislativa, para agendar em breve uma audiência com o governador do Estado, Silval Barbosa (PMDB), com a presença de diretores da empresa mineradora para tratar sobre a necessidade de infraestrutura logística nesta região.




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